
Caro leitor
Nesta segunda edição, falamos de términos de amores, de ciclos, de trabalhos, de versões de nós mesmos. Falamos daquilo que se perde e daquilo que insiste em permanecer. Entre a ausência e a memória, entre o vazio e a reinvenção, esta edição convida você a encarar o fim como matéria-prima do depois.
Se a primeira edição nasceu do ato de recomeçar, esta é o outro lado da moeda: o fim.
Nós acreditamos que os adeuses são apenas um prelúdio para o próximo início, por isso cada detalhe visual foi uma tentativa de transformar dor em beleza. É um réquiem íntimo, feito para acolher tanto a solidão do adeus quanto a coragem de seguir.
Um funeral simbólico em que flores e palavras substituem coroas e discursos. Uma despedida que se recusa a ser apenas ausência, e que encontra na arte uma forma de ressignificar esse fim.
edição 2
O FIM TEM CHEIRO DE FERRO E PAPEL QUEIMADO.
É corpo que não volta, promessa apodrecida,
silêncio que range dentro do peito.